domingo, 27 de maio de 2012

Me passa o açúcar?

Me passa o açúcar?
E também seus braços.
Me passa o afeto, o amor e todos os apelidos.
Me passa aquele sorriso bobo, passa os pés pelas minhas pernas.

Me deixa aqui, perdida na sua pupíla.
Cria um mundo só nosso, sussurando no meu ouvido, bem baixinho.

Deixa aquele teu cheiro aqui, em volta de mim.
Deixa o peso do seu corpo cair sobre o meu. Deixa que encaixe.

Te deixo aqui enquanto busco nosso café da manhã.
Trago na bandeja um milhão de beijos.
E no copo, uma dose de desejo para que a noite recomece pela manhã.
Os talheres são minhas mãos. Minha língua é o guarnapo.

Em volta, tudo bagunçado. Roupas, livros, chapéus, o violão deitado no chão...
Dentro de nós, tudo em perfeita sintonia.

Você dormiu.
Minha retina capta cada detalhe, fotografa as curvas do corpo contra o lençol.
Enquadro seu rosto e durmo.

Meu despertador são seus beijos.
Seu bom dia é a minha música predileta.
O sol invade a janela e nós dançamos no silêncio.
Seus olhos são as janelas do mundo em que quero me perder.

Amor... nosso amor não passa.
Mas, me passa o açúcar?

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