No pulso, o ponteiro não parou.
Apesar de tudo pairar no ar, nada realmente parou.
As vidas continuam a passar pelas nossas, sem direção, nem destino.
Desatino de compreender antes que enlouqueça.
Não espero que esqueça.
Agora, nada resta.
Agora, não adianta.
Pílulas de tristeza me alimentam, cada momento que sinto sua falta.
Porque o tempo não volta para os tempos de sorriso fácil? Porque o tempo não volta para o seu abraço?
Quanto falta? Quanta falta.
Papel, caneta e mais uma desgraça.
O cinza não colore, nem conforta.
Agora, nada importa.
A lágrima se arrasta pelo rosto, da mesma forma que você se arrastou até aqui. Era mesmo necessário?
Não teve motivo. Não tem solução.
Não tem sossego no meu dia.
Não alivia.
O ponteiro não para. A vida pulsa.
(17.O8.2O11, 12h12, cinza não colore.)
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