Pedro acordou desnorteado, como se tivesse dormido dois dias
seguidos, mais uma vez… a única diferença é que acordou feliz, mesmo com
a incerteza do que aquelas horas de sono significavam.
Assistia Mariana dormir em seus braços, sentia sua respiração e
matava a saudade de seu corpo, enquanto mantinha aquele sorriso bobo que
todo apaixonado ama mostrar.
Mariana acordou, silenciosa. Os olhares se encontraram e se perderam.
Mariana rompeu o silêncio:
- Qual é o desfecho da nossa história? Dormir abraçados, acordar no
meio da madrugada como se nada tivesse acontecido? Fingir que esqueci e
você fingir que é para sempre? Ou permanecer calad…
A boca de Pedro calou a voz de Mariana. Agora, só os corpos falavam… se entendiam no silêncio do toque.
Pedro bebia o corpo de Mariana, que finalmente cedia. Sabiam os
passos daquela dança de cor, e se entregaram ao ritmo da música que só
tocava para os dois.
O ritmo se intensificou até o ápice, o gozo… Duas palavras ecoaram pelo apartamento:
- Adeus, Pedro.
Um longo suspiro e o corpo de Mariana se estendeu no chão. Mudo, quente, imóvel.
Seu coração bateu pela última vez, por Pedro. Fulminante e exclusivo. Só para Pedro.
Na lápide de seu peito estava escrito: ”Era tanta saudade. É, pra matar. (…) Saudade mata a gente.”
(O5.O9.2O11, 22h33, fim.)
FIM!
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