domingo, 5 de fevereiro de 2012

Saudade.

Pedro acordou desnorteado, como se tivesse dormido dois dias seguidos, mais uma vez… a única diferença é que acordou feliz, mesmo com a incerteza do que aquelas horas de sono significavam.

Assistia Mariana dormir em seus braços, sentia sua respiração e matava a saudade de seu corpo, enquanto mantinha aquele sorriso bobo que todo apaixonado ama mostrar.

Mariana acordou, silenciosa. Os olhares se encontraram e se perderam.

Mariana rompeu o silêncio:

- Qual é o desfecho da nossa história? Dormir abraçados, acordar no meio da madrugada como se nada tivesse acontecido? Fingir que esqueci e você fingir que é para sempre? Ou permanecer calad…

A boca de Pedro calou a voz de Mariana. Agora, só os corpos falavam… se entendiam no silêncio do toque.
Pedro bebia o corpo de Mariana, que finalmente cedia. Sabiam os passos daquela dança de cor, e se entregaram ao ritmo da música que só tocava para os dois.

O ritmo se intensificou até o ápice, o gozo… Duas palavras ecoaram pelo apartamento:

- Adeus, Pedro.

Um longo suspiro e o corpo de Mariana se estendeu no chão. Mudo, quente, imóvel.
Seu coração bateu pela última vez, por Pedro. Fulminante e exclusivo. Só para Pedro.

Na lápide de seu peito estava escrito: Era tanta saudade. É, pra matar. (…) Saudade mata a gente.”

(O5.O9.2O11, 22h33, fim.)

FIM!

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