domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cigarros.

Mariana lutava com a persiana novamente. Pedro não apareceu beijando-a no pescoço, rindo do tanto que ela é desastrada, resolvendo seu problema… Sentiu falta, como não sentia a muito tempo.

- Por onde você anda? Aconteceu o que eu disse que aconteceria? - Disse em voz alta, desistindo da persiana, que permaneceu fechada.

Andando pela Paulista, Pedro esperava encontrar Mariana. Visitava as livrarias e sebos favoritos de Mariana, torcendo que ela estivesse ali, como nas tardes que queria fugir do mundo e usava a Paulista como refúgio.
Pedro tinha começado a fumar… coisa que Mariana, com certeza, odiaria. Mas desde que não tinha mais as mãos dela na dele, precisou ocupá-la com outra coisa… Escolheu o cigarro.

Via o cigarro como uma representação de si: Ele se consumia aos poucos e só restavam cinzas, restos do que ele foi um dia.

Acendeu mais um cigarro.

(3O.O8.2O11, 19h20, cigarros e lembrança.)

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