Mariana lutava com a persiana novamente. Pedro não apareceu
beijando-a no pescoço, rindo do tanto que ela é desastrada, resolvendo
seu problema… Sentiu falta, como não sentia a muito tempo.
- Por onde você anda? Aconteceu o que eu disse que aconteceria? -
Disse em voz alta, desistindo da persiana, que permaneceu fechada.
Andando pela Paulista, Pedro esperava encontrar Mariana. Visitava as
livrarias e sebos favoritos de Mariana, torcendo que ela estivesse ali,
como nas tardes que queria fugir do mundo e usava a Paulista como
refúgio.
Pedro tinha começado a fumar… coisa que Mariana, com certeza,
odiaria. Mas desde que não tinha mais as mãos dela na dele, precisou
ocupá-la com outra coisa… Escolheu o cigarro.
Via o cigarro como uma representação de si: Ele se consumia aos poucos e só restavam cinzas, restos do que ele foi um dia.
Acendeu mais um cigarro.
(3O.O8.2O11, 19h20, cigarros e lembrança.)
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