Ele, tão acostumado à estar com a câmera em mãos, levando-a aos
olhos, fotografando os mais lindos momentos, se via ali despido de seu
equipamento, se contentando à fotografar com o olhar cada detalhe de um
momento tão seu. Esse registro (apesar de ocular) seria o mais bonito
que já havia feito.
Ela, tão acostumada aos inúmeros flashes dos desfiles de moda, olhava
apenas um fotógrafo, o seu fotógrafo. E pouco importava, naquele
momento, as roupas, a maquiagem (que à essa altura resistia à não
borrar)… importava apenas o movimento delicado das mãos do fotógrafo que
segurava suas mãos.
Despidos ali, diante de tantos, comtemplando um ao outro.
O pequeno homem, tão dele e tão dela, comtemplava tudo com seus pequenos olhos expressivos. Tão ele, tão ela. Tão deles.
(13.O7.2O11, 03h20, imaginando o possível futuro alheio.)
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