Aqui morava a descoberta.
Como aquela primeira mordida, o primeiro cheiro que entra no teu quarto pela manhã, como olhar-se no espelho e encontrar alguém totalmente diferente.
Aqui morava a angústia.
Como aquela marca de sangue fresco na calçada, como olhar-se no espelho e não enxergar nada.
Aqui morava a felicidade.
Mas essa, fez as malas. Pegou o primeiro vento forte, e saiu voando. Livre... como ela é.
Ela foi ágil e partiu sem me dar chance de impedí-la.
Ou talvez eu seja péssima em fazer sentimentos morarem, por muito tempo, dentro de mim.
Aqui é o maior abrigo de lembranças.
E lembrança é a única coisa que a felicidade esqueceu aqui, dentro.
Aqui mora a poesia!
ResponderExcluirUm bjo!