O tempo passou e o gosto de Pedro quase desapareceu da boca de
Mariana… Talvez por ela ter provado tantos outros gostos, desde então.
Ela sabia e nós sabemos que a substituição não é possível. Não para as mulheres, poços de intensidade e memória.
Nunca mais tinha visto Pedro. Não sabia se ele mantinha aquela barba
por fazer, ou se continuava com a mania de passar a mão na nuca quando
alguma ideia te atormentava. Não sabia se Aquela continuava se
aproveitando de Pedro ou tinha encontrado alguém mais conceituado que
ele para alimentar seu ego.
Pedro vive pelos cantos desde que Aquela te despedaçou, mais uma vez. As palavras de Mariana atormentavam sua cabeça.
Queria correr para o apartamento de Mariana, encontrar ela de
calcinha e sutiã, dormindo de bruço. Acordá-la beijando seu pescoço e
receber aquele sorriso em meio aos beijos… as roupas jogadas no chão, os
corpos suados e dormir com Mariana deitada em seu peito.
Não conseguia. Mariana tinha deixado claro que aquele era o último adeus.
Acordava, sentava em frente ao computador e escrevia textos
implorando pela volta de Mariana, todos os dias, religiosamente. Nunca
teve coragem de enviar nenhum.
Ouve as músicas que Mariana ouvia enquanto estavam juntos, que ele
não gostava e sempre reclamava. Hoje, elas fazem todo sentido.
Mariana vive mergulhada em sua rotina e de vez enquando ainda lembra de detalhes da sua vida com Pedro… e sorri.
Pedro não esquece Mariana nem por um segundo… e chora sempre que aquele folk que ouviam juntos começa a tocar.
¹. tradução de trecho da música Perdido Sin Ti (Robi Rosa / K. C. Porter / L. Gómez Escolar)
(29.O8.2O11, 22h10, folk.)
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