Naquela noite, não se enxergou nada.
Lábios moviam, ora para soltar sussuros, ora para serem ocupados por outros lábios.
Abriam-se, abrindo espaço também para a língua, que ora explorava, ora era explorada.
As mãos passeavam pelos corpos. Desenhavam seus contornos, sentiam a pulsação do desejo, sempre trazendo o outro corpo mais para perto, mais para dentro.
Sentia-se a respiração ofegante, e o ar quente e úmido da outra boca passava pelo seu pescoço, pela sua orelha...
O cheiro agradável dos cabelos que insistiam em cair sob o rosto, enquanto aquela mão segurava com força os cabelos da tua nuca, que suava e tremia de tanto desejar.
A pressão do corpo contra a parede, a pressão de um corpo contra o outro. Quadris coladodos, lábios unidos e desejos entrelaçados.
Os corpos se soltaram, embriagados por sua mistura.
Naquela noite, não se enxergou nada.
muitas mulheres sonham serem homenageadas por um poema como esse ,poucas são mas menos ainda são os homens homenageados (em versos) por mulheres
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